terça-feira, 18 de outubro de 2011

Planeta "CHUPÂO" , Planeta "X", Nibiru, Marduk - O Décimo Segundo Planeta


O planeta destruidor


A Gnose nos ensina que não devemos ficar na ignorância, pois esta é o pior inimigo do ser humano, segundo o Buda. Passamos a seguir informações que chegavam dos mais diversos ramos científicos, místicos, espirituais, ou canais de informação, como a internet, cruzamos dados interessantes a respeito de um planeta que se aproxima da Terra, e cuja gravidade foi a responsável pelo desvio do eixo da Terra. Tempos atrás, graças a escritos sumérios sobre a existência de um planeta cuja órbita se estendia por outros sistemas solares. Agora pode-se ter uma descrição melhor, coletada a partir de diversas fontes:
Sobre o tal planeta, batizado pelos esoteristas de diversas linhas com o nome de Hercólobus, há inúmeras informações, de diversas fontes, que afirmam enfaticamente sobre sua existência e influência sobre nosso sistema solar, especialmente sobre a Terra.
Há uma presença constante em muitas lendas e escritos antigos falando de um certo planeta ou astro que visitaria a Terra periodicamente. Os espíritas o chamam de Planeta X; o Apocalipse, de Absinto; os babilônios, de Nibiru; os gnósticos, de Hercólubus. Mas parece que o nome é Marduk, que é como os sumérios o conheciam. O aparecimento cíclico desse corpo celeste está milenarmente ligado a catástrofes e fins de civilizações.
As informações que temos é que o tal planeta é muito grande, maior que Netuno, Saturno e Júpiter juntos, e tem uma órbita extremamente elíptica, com um perigeu (distância máxima do Sol) de 400 a 500 unidades astronômicas (1 ua = distância da Terra ao Sol), e um perigeu de umas 4 ou 5 ua (entre o Cinturão de Asteroides e Júpiter). Ou seja, a maior parte do tempo ele fica longe demais do Sol (daí a dificuldade de detecção). Parece que ele é dotado de uma espécie de camada tênue sobre a atmosfera, para conservar o calor, a qual está em infravermelho, fora do espectro visível, daí muitos videntes dizerem que este é um planeta de cor tipicamente avermelhada. Lembramos que apenas em 1997 é que foi encontrado o chamado décimo planeta, a uma distância de cerca de 120 ua! (Plutão dista do Sol quase 40 ua). Imagine 500!
A aproximação desse gigante dos céus poderá causar seriíssimas perturbações na Terra e em outros planetas, especialmente em Marte e Urano, segundo constam afirmações gnósticas. Daí a correlação toda com várias profecias, e isto, se ocorrer realmente, deverá ser nas próximas décadas. É claro que ele já foi detectado por diversos cientistas, e podemos ter certeza que a preocupação nos meios da Inteligência norte-americanos é enorme.
Marduk, Planeta X, Hercólobus… Seja qual for o nome, todos referem-se ao mesmo planeta. Seria o mesmo “abominável da desolação” de Jesus, a “abominação desoladora” do profeta Daniel, a “grande estrela ardente com um facho, chamada Absinto” do Apocalipse de João, a “grande estrela”, “o grande rei do terror”, “o monstro” ou “o novo corpo celeste” de Nostradamus, o “astro intruso” ou “planeta higienizador” da entidade espiritual chamada Ramatis (que foi o primeiro a utilizar o nome “Hercólobus” na atualidade), o “planeta chupão” citado por Chico Xavier, ou o “Planeta X” procurado pelos astrônomos???

O que os diversos profetas falam

Há uma certa semelhança entre o que fala o Velho Testamento e Nostradamus. Tais profecias são corroboradas pelo que se pode ler nos livros espiritualistas.
“E a um eclipse do Sol sucederá o mais escuro e o mais tenebroso verão que jamais existiu desde a Criação até a paixão e morte de Jesus Cristo, e de lá até esse dia, e isto será no mês de outubro, quando uma grande translação se produzirá, de tal modo que julgarão a Terra fora da órbita e abismada em trevas eternas”. (Nostradamus, Carta a Henrique II )
“O Sol converter-se-á em trevas, e a Lua em sangue, ao se aproximar o grandioso e temível dia do senhor” (Livro de Joel)
“Quando o sol ficar completamente eclipsado;
O monstro será visto em pleno dia;
mas o interpretarão de outra forma.
Não serão tomados cuidados: ninguém irá prevê-lo.” (Nostradamus, cent. III, quadra 34 )
Por passar em uma órbita perpendicular à da Terra, Marduk ainda não foi captado. E quando o for, os cientistas calcularão que ele passará distante. Será uma mera atração astronômica, como o cometa Halley. Mas subitamente o planeta desviará sua trajetória (na verdade o erro será de cálculo da órbita) e passará astronomicamente “perto” da Terra, ou seja, o suficiente para as alterações às quais alude Nostradamus e a Isaías, na Bíblia. Os espiritualistas avisam que a população não será alertada, até ser tarde demais. Nosso planeta sacudirá por 3 dias e 3 noites.
“A Terra está de todo quebrantada, ela se move totalmente com violência. A Terra cambaleia como um bêbado e balanceia como rede de dormir.” (Isaías, 24:19-21)
“E logo depois da tribulação daqueles dias, escurecer-se-á o Sol, e a Lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potestades do céu serão abaladas. E então aparecerá o sinal do Filho do Homem no céu, como o relâmpago que sai do Oriente e se mostra até o Ocidente”. (Mateus, 24:27)
“Estrelas cairão do céu.” Isso se deve à nossa perspectiva: quando a terra tremer (e bota tremer nisso) teremos as constelações “se movendo” rapidamente. O “sinal”, visto de todo o planeta, muito provavelmente é o cometa de que fala Nostradamus, que pode ou não ser Marduk. Outra hipótese é ainda mais espantosa, talvez com os extraterrestres finalmente descendo em todas as capitais da Terra em grandes naves (como é prometido por Ashtar Sheran). Outra, defendida pelos gnósticos, é que quando a Terra for deslocada abruptamente de seu eixo natural (23º em relação ao Sol), será como se as estrelas do céu tivessem se movido, ou seja, caído, mas na realidade é a alteração do eixo terrestre.
“Aparecerá no céu, no norte, um grande cometa”. ( Nostradamus, Cent. II, 43)
“A Lua, devido ao novo corpo celeste, aproximar-se-á da Terra e seu disco aparecerá 11 vezes maior que o Sol, o que provocará maiores marés e inundações.” (Nostradamus, cent. IV, 30 )
A Terra, que atualmente tem o seu eixo levemente inclinado (cerca de 23º), recuperará sua posição vertical. O mar invadirá continentes adentro e novas terras aparecerão do oceano. Deve-se, então, procurar os lugares mais altos? Isso será suficiente para a salvação da população terrestre?
O Cristo Jesus disse: “Quando virdes o abominável devastador, que foi predita pelo profeta Daniel, posta no lugar santo (firmamento?) – o que lê entenda – então os que se acham na Judéia, fujam para os montes. (Mateus 24: 15-16)
As fontes de estudo são unânimes em afirmar que dois terços da população da Terra morrerão: “Em toda a terra, diz o Senhor, dois terços dela serão eliminados, e perecerão; mas a terceira parte restará nela”. (Zacarias, 13:8)
“Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro…” (Zacarias, 13:9)
Claro que tudo isso pode ser evitado, como o próprio Nostradamus diz. E ele continua: bilhões vão morrer, mas um terço da humanidade TALVEZ sobreviverá e repovoará o planeta, e a Terra viverá em paz pelos restos de seus dias, isso se os seres humanos seguirem os ditames da harmonia espiritual.

Espiritualidade e o Fim dos Tempos

Interpretando esse fenômeno na visão espírita e católica, essa será a separação do Joio do Trigo. Diz-se que os ciclos de reencarnação na Terra estão acabando, pois a Terra deixará de ser um planeta de expiações (pagamento de penas kármicas, devido à extinção de nosso Ego animal), e, quem não “tomar jeito” agora, não vai ter mais tempo de se redimir, indo para outras esferas (dimensionais) mais baixas. Ou seja… o paraíso é aqui, em nosso próprio coração, em nossos Mundos Internos… ou melhor, será aqui, algum dia. O Marduk vibra numa faixa tão baixa, tão ruim, que os espíritos afinados com essa faixa vão ser sugados para lá.
Ou seja, atrai os espíritos “ruins”, atrasados, que vibram na mesma sintonia. Serão, assim, arrastados pelo planeta, até serem “jogados” às dimensões inferiores da Natureza, como aconteceu com a Terra, nos primórdios da humanidade.

Detecção do Planeta Hercólobus

É verdade. Ele já foi detectado por cientistas, mas que não estão fazendo alarde. A massa (como os cientistas o chamam ainda) está chegando a Plutão. A órbita dele sai do nosso Sistema Solar e vai para outro. Não pode ser visto. Por algum motivo, ele é composto de um material que ABSORVE toda a luz (talvez seja composto da matéria escura que forma 99% do universo e que os cientistas admitem que não conseguem vê-lo completamente, apenas sabem que ele existe devido às interferências que produz nos planetas externos, como Urano, Netuno e Plutão). A diferença para um buraco negro é que ele não suga a luz, apenas não a reflete.
Outro fator é que a órbita dele é perpendicular à da Terra. Só se sabe da existência dele porque, quando ele passa próximo a alguma estrela, a gravidade dele causa uma curvatura na luz que chega aqui na Terra. É assim que se descobrem muitos planetas fora do Sistema Solar. E assim foi descoberto que essa “massa” é dotada de GRANDE poder gravitacional. (Em 1980 o jornal O Globo publicou que as sondas Pioneer 10 e 15 estavam à procura de um suposto planeta X, que, com sua força, alterou as órbitas de Netuno e Urano.)
Os cientistas têm 99% de certeza de que isso foi causado por um corpo com a massa muitas vezes maior que o tamanho da Terra. Tudo isso cientificamente… um cientista chegou a cogitar a hipótese de esse planeta ser na verdade uma anã, ou um buraco negro. Os povos antigos sabiam, de alguma forma, da existência de um planeta “anômalo”, assim como os sumérios, que descreviam a órbita desse planeta, que leva 6.666 anos terrestres para percorrer uma órbita elíptica em torno de seu Sol.
Esse Sol é chamado esotericamente de Sol Tylar, e seria a mesma estrela Barnard, e Hercólobus seria o planeta Barnard I, fazendo um “laço” à volta dos planetas exteriores. Os sumérios o chamavam de Nibiru. Os babilônios o rebatizaram de Marduk, em homenagem ao seu deus nacional. Também conhecido como Hercólobus ou Hercólubus. Os sumérios dizem que o planeta era habitado pelos Anunnaki, também conhecidos como Nefilim, que utilizavam a órbita singular do planeta como um observatório em movimento.
Será Hercólobus o Anjo Executor do planeta Terra? Quem viver, verá. E quem “morrer”, se salvará!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

ESPIRITISMO, COISA DE DEMÔNIO?

por Alkíndar Oliveira





“Reconhecereis meus discípulos por muito se amarem”.


Jesus




Sou espírita. Respeito todas as religiões que têm Deus como o Pai maior.



Vejo os integrantes das demais religiões como diletos irmãos. Nem poderia ser diferente. Se somos filhos do mesmo Deus por que o fato de professarmos diferentes religiões impediria vermo-nos como irmãos?


E como irmão do caro leitor, aproveito desta oportunidade para trazer à tona alguns conceitos - ou preconceitos - equivocados em relação ao Espiritismo.


Caro irmão-leitor, não tenho o intuito de convertê-lo ao Espiritismo. Se você se encontrou no Catolicismo ou no Protestantismo para que mudar de religião?


Nós, espíritas, muito valorizamos o Catolicismo. Podemos dizer que o Catolicismo é a religião-mãe. Se não fosse a força, a coragem, a fé e a determinação dos primeiros católicos as palavras do nosso Mestre Jesus não teria chegado aos nossos dias. A humanidade muito deve ao Catolicismo.


Também respeitamos e valorizamos o Protestantismo. Quando o homem ficou mais preocupado com a religião externa, isto é, mais valorizava a forma do que o conteúdo, foi o Protestantismo que chacoalhou uma situação de inércia e reavivou as palavras do Mestre.


Mas por que alguns - não todos - católicos e protestantes, nossos diletos irmãos, insistem em dizer que o “o Espiritismo é coisa do demônio”?


Jesus disse “Pelos frutos conhecereis a árvore”.


Os espíritas, como outros religiosos, têm como sua principal meta procurar seguir, com as limitações próprias da natureza humana, os preceitos de Jesus em sua máxima “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.


Que demônio é este que inspira aos espíritas o amor a Deus e ao próximo?


Os espíritas, como outros religiosos, acreditam na realidade maior da vida: “fora da caridade não há salvação”.


Que demônio é este que inspira aos espíritas fazer a caridade ao próximo?


Os espíritas têm por princípio a valorização e o respeito às demais religiões, todas consideradas como diferentes ferramentas idealizadas pelo mesmo Arquiteto.


Que demônio é este que inspira aos espíritas a fraternidade e a solidariedade entre integrantes de religiões muitas vezes sustentadas em dogmas ou em faces da verdade conflitantes entre si?


Que demônio é este que, onde há divergência de opiniões, procura unir em vez de semear a discórdia?


Os verdadeiros espíritas, isto é, àqueles que seguem os preceitos máximos da doutrina, tem como rotina em sua vida o esforço pela sua transformação moral.


Que demônio é este que inspira aos espíritas constante preocupação com sua
elevação moral?


Caro irmão e leitor, reflitamos:


Que demônio é este que fala em amor, caridade, solidariedade, fraternidade e em transformação moral?


Só não vê, como disse nosso Mestre Jesus, quem não tem olhos para ver.


Por favor, não entenda que o objetivo deste artigo é a sua conversão. Se você é um bom católico, continue a sê-lo. Se você professa uma das diversas religiões protestantes, continue na sua convicção. Mas se você é dos que dizem que “o Espiritismo é coisa do demônio” procure - sem
abandonar sua religião - pelo menos estudar alguns livros espíritas. A critica gratuita, sem análise, sem profundo estudo, não deve fazer parte de nossos atos. Dê a si mesmo o direito de conhecer melhor o seu objeto de crítica. Estude.


É importante dizer que a denominação “Espiritismo” assumiu conotações que não correspondem à real essência da doutrina codificada pelo educador Allan Kardec, e que se sustenta no evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.


No Espiritismo não há queima de vela, incenso, “trabalhos”, magias, imagens ou outros rituais. Muitas pessoas, não espíritas, muitas pessoas mesmo, imaginam - sem antes pesquisar - que o Espiritismo manifesta-se por tudo que nele não existe, como os exemplos citados (queima de vela, incenso, “trabalhos”, magias, culto a imagens, rituais, etc.).


Muitas religiões que se autodenominam Espiritismo, não o são de fato.


O templo do Espiritismo é o templo do estudo, do amor e da caridade.


Outras pessoas, como você, também não acreditavam ou tinham uma opinião deformada do Espiritismo e de seus preceitos como mediunidade e reencarnação.


William Crookes, o extraordinário pai da Física contemporânea, o homem que descobriu o tálio, a matéria radiante, a quem se deve os pródomos da Física Nuclear da atualidade chegou a dizer textualmente: “Eu era um materialista absoluto e, depois de investigar em profundidade científica os fenômenos mediúnicos, eu afirmo que eles já não são possíveis: eles são reais!”


César Lombroso, depois de examinar a mediunidade de Eusápia Paladino disse estas palavras: “Quando me lembro do que eu e meus colegas zombávamos daqueles que acreditavam no Espiritismo, coro de vergonha, porque hoje eu também sou espírita! A evidência dos fatos dobrou a minha convicção negativa”.


E ainda Cronwell Varley, o que lançou sobre o mundo as linhas da telegrafia e da telefonia internacional, os cabos transoceânicos, teve a coragem de dizer: “Somente negam os fenômenos espíritas, aqueles que não se deram ao trabalho de os estudar. Eu não conheço um só exemplo de alguém que os haja estudado, que não se tenha rendido à sua evidência”.


Não. Não precisa tornar-se espírita. Mas estude o Espiritismo antes de criticá-lo.


E lembremo-nos que todos, independentemente de religiões, somos filhos do mesmo Deus e devemos irmanarmo-nos, unirmo-nos pelo bem comum, pelo amor ao próximo, pelos atos de solidariedade humana. Jesus disse de forma simples e direta: “Reconhecereis meus discípulos por muito se amarem”.
Portanto, Ele recomenda que a meta é o amor imperar em todos nós, independentemente da religião que professamos.


Lembremo-nos, ainda, que ninguém é dono da Verdade Absoluta. Deus sendo Pai de toda a humanidade é também o Pai de todas as religiões. Respeitemo-nos mutuamente, cheguemo-nos mais pertos, para oportunizarmos o “aprender a amarmo-nos”. Só assim seremos dignos de sermos chamados de FILHOS DE DEUS.


Para encerrar, leiamos a letra abaixo, musicada pelo admirável católico-cantor Padre Zezinho, que é um hino ao respeito e à união dos seguidores das mais diversas religiões:






CANÇÃO ECUMÊNICA


Padre Zezinho






Que todos nós,


que acreditamos em Deus,


saibamos viver em paz e dialogar!


Que todos nós,


que cremos que Deus é Pai,


saibamos nos respeitar e nos abraçar!


Filhos do Universo,


filhos do mesmo amor,


saibamos ouvir uns aos outros,


ouvir o que o outro nos tem a dizer.


E, sem combater,


sem desmerecer,


primeiro escutar,


depois discordar,


por fim celebrar e orar.


E adorar e servir a Deus.


E ajudar e ajudar as pessoas...


e respeitar os ateus!


... pra sermos filhos de Deus.




Alkíndar de Oliveira
Kardec e Napoleão – (Irmão X)


Logo após o 18 Brumário (9 de novembro de 1799) quando Napoleão se fizera o Primeiro-Cônsul da República Francesa, reuniu-se, na noite de 31 de dezembro de 1799, no coração da latinidade, nas Esferas Superiores, grande assembléia de Espíritos sábios e benevolentes, para marcarem a entrada significativa do novo século.


Antigas personalidades de Roma imperial, pontífices e guerreiros das Gálias, figuras notáveis da Espanha, ali se congregavam à espera do expressivo acontecimento. Legiões dos Césares, com os seus estandartes, falanges de batalhadores do mundo gaulês e grupos de pioneiros da evolução hispânica, associados a múltiplos representantes das Américas, guardavam linhas simbólicas de posição de destaque.


Mas não somente os latinos se faziam representados no grande conclave. Gregos ilustres, lembrando as confabulações da Acrópole gloriosa, israelitas famosos, recordando o Templo de Jerusalém, deputações eslavas e germânicas, grandes vultos da Inglaterra, sábios chineses, filósofos hindus, teólogos budistas, sacrificadores das divindades olímpicas, renomados sacerdotes da Igreja Romana e continuadores de Maomé ali se mostravam, como em vasta convocação de forças da ciência e da cultura da Humanidade.


No concerto das brilhantes delegações que aí formavam, com toda a sua fulguração representativa, surgiam Espíritos de velhos batalhadores do progresso que voltariam à liça carnal ou que a seguiriam, de perto, para o combate à ignorância e à miséria, na laboriosa preparação da nova era da fraternidade e da luz.


No deslumbrante espetáculo da Espiritualidade Superior, com a refulgência de suas almas, achavam-se Sócrates, Platão, Aristóteles, Apolônio de Tiana, Orígenes, Hipócrates, Agostinho, Fénelon, Giordano Bruno, Tomás de Aquino, S. Luís de França, Vicente de Paulo, Joana D’Arc, Teresa d’Avila, Catarina de Siena, Bossuet, Spinoza, Erasmo, Milton, Cristóvão Colombo, Gutenberg, Galileu, Pascal, Swedenborg e Dante Alighieri, para mencionar apenas alguns heróis e paladinos da renovação terrestre; e, em plano menos brilhante, encontravam-se, no recinto maravilhoso, trabalhadores de ordem inferior, incluindo muitos dos ilustres guilhotinados da Revolução, quais Luiz XVI, Maria Antonieta, Robespierre, Danton, Madame Roland, André Chenier, Bailly, Camille Desmoulins e grandes vultos como Voltaire e Rousseau.


Depois da palavra rápida de alguns orientadores eminentes, invisíveis clarins soaram na direção do plano carnal e, em breves instantes, do seio da noite, que velava o corpo ciclópico do mundo europeu, emergiu, sob a custódia de esclarecidos mensageiros, reduzido cortejo de sombras, que pareciam estranhas e vacilantes, confrontadas com as feéricas irradiações do palácio festivo. Era um grupo de almas, ainda encarnadas, que, constrangidas pela Organização Celeste, remontavam à vida espiritual, para a reafirmação de compromissos.


À frente, vinha Napoleão, que centralizou o interesse de todos os circunstantes. Era bem o grande corso, com os seus trajes habituais e com o seu chapéu característico. Recebido por diversas figuras da Roma antiga, que se apressavam em oferecer-lhe apoio e auxílio, o vencedor de Rivoli ocupou radiosa poltrona que, de antemão, lhe fora preparada.


Entre aqueles que o seguiam, na singular excursão, encontravam-se respeitáveis autoridades reencarnadas no Planeta, como Beethoven, Ampère, Fulton, Faraday, Goethe, João Dalton, Pestalozzi, Pio VII, além de muitos outros campeões da prosperidade e da independência do mundo. Acanhados no veículo espiritual que os prendia à carne terrestre, quase todos os recém-vindos banhavam-se em lágrimas de alegria e emoção.


O Primeiro-Cônsul da França, porém, trazia os olhos enxutos, não obstante a extrema palidez que lhe cobria a face. Recebendo o louvor de várias legiões, limitava-se a responder com acenos discretos, quando os clarins ressoaram, de modo diverso, como se se pusessem a voar para os cimos, no rumo do imenso infinito...


Imediatamente uma estrada de luz, à maneira de ponte levadiça, projetou-se do Céu, ligando-se ao castelo prodigioso, dando passagem a inúmeras estrelas resplendentes. Em alcançando o solo delicado, contudo, esses astros se transformavam em seres humanos, nimbados de claridade celestial.


Dentre todos, no entanto, um deles avultava em superioridade e beleza. Tiara rutilante brilhava-lhe na cabeça, como que a aureolar-lhe de bênçãos o olhar magnânimo, cheio de atração e doçura. Na destra, guardava um cetro dourado, a recamar-se de sublimes cintilações...


Musicistas invisíveis, através dos zéfiros que passavam apressados, prorromperam num cântico de hosanas, sem palavras articuladas. A multidão mostrou profunda reverência, ajoelhando-se muitos dos sábios e guerreiros, artistas e pensadores, enquanto todos os pendões dos vexilários arriavam, silenciosos, em sinal de respeito.


Foi então que o grande corso se pôs em lágrimas e, levantando-se, avançou com dificuldade, na direção do mensageiro que trazia o báculo de ouro, postando-se, genuflexo, diante dele.


O celeste emissário, sorrindo com naturalidade, ergueu-o, de pronto, e procurava abraçá-lo, quando o Céu pareceu abrir-se diante de todos, e uma voz enérgica e doce, forte como a ventania e veludosa como a ignorada melodia da fonte, exclamou para Napoleão, que parecia eletrizado de pavor e júbilo, ao mesmo tempo: – Irmão e amigo, ouve a Verdade, que te fala em meu espírito! Eis-te à frente do apóstolo da fé, que, sob a égide do Cristo, descerrará para a Terra atormentada um novo ciclo de conhecimento...


César ontem, e hoje orientador, rende o culto de tua veneração, ante o pontífice da luz! Renova, perante o Evangelho, o compromisso de auxiliar-lhe a obra renascente!...


Aqui se congregam conosco lidadores de todas as épocas. Patriotas de Roma e das Gálias, generais e soldados que te acompanharam nos conflitos da Farsália, de Tapso e de Munda, remanescentes das batalhas de Gergóvia e de Alésia aqui te surpreendem com simpatia e expectação... Antigamente, no trono absoluto, pretendias-te descendente dos deuses para dominar a Terra e aniquilar os inimigos... Agora, porém, o Supremo Senhor concedeu-te por berço uma ilha perdida no mar, para que te não esqueças da pequenez humana e determinou voltasses ao coração do povo que outrora humilhaste e escarneceste, a fim de que lhe garantas a missão gigantesca, junto da Humanidade, no século que vamos iniciar.


Colocado pela Sabedoria Celeste na condição de timoneiro da ordem, no mar de sangue da Revolução, não olvides o mandato para o qual foste escolhido. Não acredites que as vitórias das quais foste investido para o Consulado devam ser atribuídas exclusivamente ao teu gênio militar e político. A Vontade do Senhor expressa-se nas circunstâncias da vida. Unge-te de coragem para governar sem ambição e reger sem ódio. Recorre à oração e à humildade para que te não arrojes aos precipícios da tirania e da violência!...


Indicado para consolidar a paz e a segurança, necessárias ao êxito do abnegado apóstolo que descortinará a era nova, serás visitado pelas monstruosas tentações do poder. Não te fascines pela vaidade que buscará coroar-te a fronte... Lembra-te de que o sofrimento do povo francês, perseguido pelos flagelos da guerra civil, é o preço da liberdade humana que deves defender, até o sacrifício. Não te macules com a escravidão dos povos fracos e oprimidos e nem enlameies os teus compromissos com o exclusivismo e com a vingança!...


Recorda que, obedecendo a injunções do pretérito, renasceste para garantir o ministério espiritual do discípulo de Jesus que regressa à experiência terrestre, e vale-te da oportunidade para santificar os excelsos princípios da bondade e do perdão, do serviço e da fraternidade do Cordeiro de Deus, que nos ouve em seu glorificado sólio de sabedoria e de amor!


Se honrares as tuas promessas, terminarás a missão com o reconhecimento da posteridade e escalarás horizontes mais altos da vida, mas, se as tuas responsabilidades forem menosprezadas, sombrias aflições amontoar-se-ão sobre as tuas horas, que passarão a ser gemidos escuros em extenso deserto... Dentro do novo século, começaremos a preparação do terceiro milênio do Cristianismo na Terra.


Novas concepções de liberdade surgirão para os homens, a Ciência erguer-se-á a indefiníveis culminâncias, as nações cultas abandonarão para sempre o cativeiro e o tráfico de criaturas livres, e a religião desatará os grilhões do pensamento que, até hoje, encarceram as melhores aspirações da alma no inferno sem perdão!... Confiamos, pois, ao teu espírito valoroso a governança política dos novos eventos e que o Senhor te abençoe!...


Cânticos de alegria e esperança anunciaram nos céus a chegada do século XIX e, enquanto o Espírito da Verdade, seguido por várias coortes resplandecentes, voltava para o Alto, a inolvidável assembléia se dissolvia... O apóstolo que seria Allan Kardec, sustentando Napoleão nos braços, conchegou-o de encontro ao peito e acompanhou-o, bondosamente, até religá-lo ao corpo de carne, no próprio leito.


Em 3 de outubro de 1804, o mensageiro da renovação renascia num abençoado lar de Lião, mas o Primeiro-Cônsul da República Francesa, assim que se viu desembaraçado da influência benéfica e protetora do Espírito de Allan Kardec e de seus cooperadores, que retomavam, pouco a pouco, a integração com a carne, confiantes e otimistas, engalanou-se com a púrpura do mando, e, embriagado de poder, proclamou-se Imperador, em 18 de maio de 1804, ordenando a Pio VII viesse coroá-lo em Paris.


Napoleão, contudo, convertendo celestes concessões em aventuras sanguinolentas, foi apressadamente situado, por determinação do Alto, na solidão curativa de Santa Helena, onde esperou a morte, enquanto Allan Kardec, apagando a própria grandeza, na humildade de um mestre-escola, muita vez atormentado e desiludido, como simples homem do povo, deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra, inaugurando a era espírita-cristã, que, gradativamente, será considerada em todo os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro.




<< Do livro Cartas e Crônicas, de Irmão X, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier >>